The Map A Beginner’s Guide to Doing Research in Translation Studies

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Referência[editar]

WILLIAMS, J.; CHESTERMAN, A. The Map: A Beginner’s Guide to Doing Research in Translation Studies. Manchester: St. Jerome, 2002. 150 pp. ISBN: 1-900650-54-1

Resenha[editar]

Neste pequeno volume de Jenny Williams - Professora da School of Applied Language and Intercultural Studies e membra fundadora do Centre for Translation and Textual Studies da Dublin City University, Irlanda.- e Andrew Chesterman - Professor do Department of General Linguistics, na University of Helsinki, Finlândia; membro da European Society for Translation Studies e editor consultivo do Translation Studies Abstracts, da editora St. Jerome Publishing -, intitulado The Map: A Beginner’s Guide to Doing Research in Translation Studies (“O mapa: um guia para iniciantes sobre como fazer pesquisa em Estudos da Tradução”), é possível encontrar exatamente aquilo a que os autores se propõem no título: um guia para iniciantes em pesquisa na área de Estudos da Tradução (ET). Com uma linguagem simples e uma instigante riqueza de exemplos, os autores buscam mapear o caminho do pesquisador iniciante nessa disciplina que, por sua “natureza interdisciplinar”, conforme apontam os autores, pode apresentar uma enorme variedade de tópicos e metodologias, podendo desorientar o pesquisador inexperiente (p. 1).

Na introdução, os autores definem tradução como “um texto em uma língua que é produzido com base em um texto em outra língua para um propósito particular” (“a text in one language which is produced on the basis of a text in another language for a particular purpose”), e aceitam pesquisa como definido por Chambers (1989, p. 845) “investigação sistemática no sentido de aumentar a soma de conhecimentos” (“systematic investigation towards increasing the sum of knowledge”). Com base nisso, concluem que o objetivo da pesquisa em ET é contribuir para o campo, fornecendo novos dados, oferecendo uma possível resposta para uma pergunta, testando ou refinando uma hipótese, teoria ou metodologia (ou propondo outras inéditas).

Segundo Williams & Chesterman, para realizar pesquisas no campo de ET, é essencial ter alguma experiência prática de tradução, profissionalmente ou em sala de aula, uma vez que consideram muito difícil estudar as características do processo tradutório sem essa experiência (p. 2). Apontam também que, após estabelecer uma ideia inicial, é necessário realizar um levantamento do estado no qual se encontra a pesquisa na área a respeito do assunto, seja para não repetir algo pesquisado por outro estudioso, seja porque toda pesquisa precisa se basear no que já foi feito anteriormente, mesmo quando pretenda propor algo completamente novo (p. 3). De muito auxílio neste sentido é a lista fornecida pelos autores, ainda na introdução (p. 4), de obras de referência da área, como o Dictionary of Translation Studies, de Shuttleworth and Cowie (1997), e a Encyclopedia of Translation Studies, de Baker (1998), dentre outros.

No primeiro capítulo, “Areas in Translation Studies” (“Áreas dos Estudos da Tradução”), são listadas divisões e subdivisões do campo disciplinar, possibilitando uma visão panorâmica das possibilidades de pesquisa em ET. O mapeamento proposto pode ser entendido como um desdobramento da iniciativa de mapeamento da disciplina iniciada por Holmes (1972/1988) e retomada posteriormente por outros autores, como Pagano & Vasconcellos (2003). Apesar disso, os autores não fazem menção ao histórico dos mapeamentos precedentes, mesmo porque as doze áreas apresentadas não têm pretensão, segundo eles, de esgotar as possibilidades do campo, e nem de detalhar muito aquelas apresentadas, mas seriam “meramente destinadas a fornecer um ponto de orientação — um Mapa — para pesquisadores que estão começando a explorar os Estudos da Tradução”[1]
  1. “merely intended to provide a point of orientation — a Map — for researchers setting out to explore Translation Studies”(p. 6, negrito dos autores). Já nos comentários acerca das doze áreas de pesquisa, é fácil observar dois pontos valiosos do livro para o pesquisador iniciante, e muitas vezes também para aqueles um pouco mais experientes. O primeiro é que o leitor é sempre lembrado da importância de dar um foco ao seu estudo, escolher um aspecto particular para pesquisar, e neste sentido inclusive é bastante auxiliado pelos exemplos fornecidos de possíveis objetos de pesquisa. O outro ponto positivo são as numerosas sugestões de leituras para apoiar cada possibilidade de pesquisa, tanto obras de apresentação de metodologias e introdução para cada tópico como outras apresentando trabalhos análogos ou semelhantes. Assim, na área Genre Translation, subárea Poetry, por exemplo, é indicado tanto Holmes (1994) para uma visão geral dos temas referentes à tradução de poesia, quanto De Beaugrande (1978) e Bly (1984) para um guia passo a passo sobre a tradução de um poema. No segundo capítulo, “From the Initial Idea to the Plan” (“Da idéia inicial ao plano”), o leitor encontra alguns conselhos metodológicos para ajudar no processo de transformação do objetivo inicial em um plano de pesquisa sólido e possível de ser cumprido. Primeiramente, discute-se com mais detalhes a necessidade de refinar a idéia inicial e chegar a um objeto de pesquisa bem definido e justificado. Em seguida, fazem-se recomendações em relação a tarefas práticas como tomada de notas e manutenção de um possível diário de pesquisa, consulta a fontes de informações, manutenção de referências bibliográficas, planejamento do tempo disponível, relacionamento com o orientador, controle emocional e psicológico, exploração de recursos tecnológicos. Tudo sempre com muitos exemplos. Ao comentar a respeito da disponibilidade de tempo, por exemplo, os autores apontam várias possibilidades de pesquisa e o tempo necessário para desenvolvê-las. No capítulo três, “Theoretical Models of Translation” (“Modelos teóricos da tradução”), é discutido o que são modelos teóricos de tradução. Depois de alguns comentários sobre o que são modelos em geral, fazendo uso de analogias (já elas uma espécie de modelo) para esclarecer o conceito, os autores definem modelos teóricos como “tentativas de construir imagens do objeto de estudo, imagens que o tornem, espera-se, mais fácil de visualizar, compreender e analisar” (“attempts to construct images of the object of study, images that hopefully make it easier to visualize, understand and analize”) (p. 48). Reaproveitando a metáfora do mapa, apontam que, mesmo sendo cada modelo teórico uma representação idealizada e simplificada, diferentes modelos podem servir como mapas diversos do mesmo terreno, ou seja, podem “destacar diferentes características, do mesmo modo que você pode ter mapas mostrando as fronteiras nacionais ou diferentes áreas de vegetação, ou mapas econômicos mostrando diferentes áreas de riqueza e pobreza”(“highlight different features, just as you can have maps showing national borders or different vegetation areas, or economic maps showing different areas of wealth and poverty”) (p. 48). A seguir, apresentam três tipos tradicionais de modelos teóricos da tradução: os modelos comparativos, orientados para o produto e baseados em relações de equivalência; os modelos de processo, mais dinâmicos, representando a tradução como um processo e não um produto, e introduzindo a dimensão do tempo; e os modelos causais, com ênfase maior na busca por relações de causalidade, tanto em relação aos fatores diversos que influenciam a tradução como em relação aos diversos efeitos causados pelas próprias traduções. Ao final do capítulo, a questão é resumida de uma forma bastante pacífica: “você escolhe o seu tipo de modelo de acordo com os tipos de perguntas que pretenda propor e ao tipo de dados que tenha selecionado; então você escolhe a variante mais adequada dentro desse tipo, e a adapta conforme exigido pelos seus próprios objetivos” (“you choose your model type according to the kinds of questions you want to ask and the kind of data you have selected; then you choose the most appropriate variant within that type, and adapt it as required by your own objectives”) (p. 57). O quarto capítulo, “Kinds of Research” (“Tipos de pesquisa”) apresenta as principais distinções entre tipos possíveis de pesquisa, comentando características de pesquisa conceitual e empírica (subdividindo o tipo empírico em naturalista e experimental), qualitativa e quantitativa, e aplicada. O mais importante na apresentação dos autores neste capítulo é a preocupação em não valorizar mais um tipo de pesquisa em detrimento de outro, buscando deixar a escolha para o pesquisador. Assim, a respeito de pesquisa conceitual x empírica, por exemplo, afirmam:
    Ambas as abordagens são necessárias, nos Estudos da Tradução como em outros campos. As diferenças entre as duas têm sido talvez exageradas por estudiosos de um lado ou do outro. (…) Não se pode observar coisa alguma sem algum tipo de teoria preliminar (conceito) do que se está observando (…). Por outro lado, conceitos que não têm nenhuma ligação com os dados empíricos não têm muito uso para a ciência (por mais interessantes que possam aparecer)(“Both approaches are necessary, in Translation Studies as in other fields. The differences between the two have perhaps been exaggerated by scholars taking one side or another. (…) You cannot observe anything without some kind of preliminary theory (concept) of what you are observing (…). On the other hand, concepts that have no link to empirical data are not much use to science (however interesting they might appear).”) (p. 58)
    No quinto capítulo, “Questions, Claims, Hypotheses” (“Perguntas, afirmações, hipóteses”), são abordadas as diferentes formas de representar o problema de pesquisa que se pretende estudar: perguntas, afirmações e hipóteses. São comentados os diferentes caminhos que se pode seguir: partir de uma área de interesse, na qual se levanta uma dúvida, formulada então numa pergunta de pesquisa que, depois de testes e investigações, dá origem a uma hipótese ou afirmação; partir de uma hipótese originada do estudo da bibliografia a respeito do objeto de estudo, para verificar se é válida e em quais situações; partir de uma hipótese ou afirmação de outro estudioso e testá-la nos próprios dados. O sexto capítulo, “Relations between Variables” (“Relações entre variáveis”), retoma a idéia de que não é possível considerar numa pesquisa todos os aspectos e fatores envolvidos no recorte da realidade que se pretende investigar. Desse modo, normalmente se seleciona algumas variáveis e se tenta compreender as relações existentes entre elas. Essas relações podem ser: de causa e consequência, ou seja, uma variável está condicionada à outra, de forma que mudanças em uma alteram a outra; de correlação, isto é, coocorrência sem relação causal; ou simplesmente de acaso. No entanto, ao mesmo tempo em que lembram a impossibilidade de dar conta de todas as variáveis envolvidas em um determinado fenômeno, os autores alertam também ser frequentemente difícil ou impossível excluir totalmente variáveis nas quais não temos interesse, mas que acabam por afetar os resultados de nossa análise. Em ET, segundo os autores, existem dois tipos de variáveis: as textuais, características das próprias traduções, como estilo, sintaxe, comprimento das frases, etc., e as contextuais, relacionadas às condições em que as traduções são realizadas, como par de línguas envolvidas, contexto de trabalho (prazos, objetivos, materiais de referência...), características do tradutor, contexto sociocultural, etc. Para Williams & Chesterman, “o que fazemos é investigar a relação entre uma variável textual e uma variável (ou variáveis) contextual” (“what we do is look at the relation between a text variable and a context variable (or variables)”) (p. 86), buscando observar o efeito do contexto nas traduções ou das traduções no contexto. Caso o leitor ainda não tenha compreendido bem o conceito de variável, no item 6.3 são comentados cinco exemplos de trabalhos de pesquisa de autores diversos, evidenciando em cada um deles quais são as variáveis textuais e contextuais envolvidas. O sétimo capítulo aborda a seleção e análise de dados. Primeiramente, são examinados os vários tipos de material possíveis de serem estudado nas diversas formas de pesquisa em ET, geralmente compostos de diferentes formas de textos. Williams & Chesterman apontam e tecem alguns comentários sobre os dados comumente utilizados em pesquisas contrastivas, em pesquisas de problemas ou estratégias de tradução, em pesquisas históricas, dentre outras. Não são negligenciadas as dificuldades relacionadas, incluindo considerações importantes sobre tempo — já que “encontrar ou extrair dados básicos pode levar muito mais tempo do que você antecipa” (“the finding or eliciting of basic data can take much longer than you anticipate”) (p. 92) —, sobre a necessidade de verificar a representatividade dos dados, definindo se são ocorrências típicas ou especiais, e sobre a importância de estabelecer categorias relevantes para os dados disponíveis. Ainda neste capítulo, é feita uma introdução a alguns conceitos importantes de estatística, úteis a quem pretenda adotar uma abordagem empírica e desenvolver estudos quantitativos. Os dois capítulos seguintes referem-se não mais à realização da pesquisa em si, mas à sua apresentação, por escrito e oralmente, uma etapa essencial do trabalho do pesquisador, já que dela dependem muito os efeitos, tanto na comunidade científica como na sociedade em geral, do trabalho realizado. O oitavo, baseado principalmente, segundo os próprios autores, em Booth et al. (1995), trata da escrita do relatório da pesquisa, e é especialmente feliz em relação a aspectos práticos. Começa por orientar o pesquisador a começar a escrever cedo, em vez de deixar para a última hora, e a escrever sempre, todo o tempo, de modo a tornar mais fácil a escrita do relatório, dissertação, tese, etc. ao final do trabalho. Os autores ressaltam também o papel cognitivo da escrita: “Você escreve para se distanciar das próprias ideias, para tirá-las da cabeça, para examiná-las de forma mais clara e objetiva, para vê-las em perspectiva, criticá-las e desenvolvê-las” (“You write to distance yourself from your ideas, to get them outside your own head, so that you can examine them more objectively and clearly, so that you can see them in perspective, criticize and develop them”) (p. 101). Em seguida, são comentadas convenções de referências e citações, apresentadas orientações sobre como escrever pensando no leitor, como mostrar uma estrutura lógica, o que fazer quando não se consegue seguir adiante, como desenvolver a introdução e a conclusão, partes fundamentais de um texto acadêmico, e, finalmente, sobre como obter e servir-se do feedback dos leitores e revisar o próprio trabalho. Infelizmente, porém, o leitor brasileiro não consegue aproveitar totalmente o capítulo por serem as convenções, os exemplos de frases prontas e os conselhos estilísticos sempre relacionados à escrita acadêmica em língua inglesa (a menos que se esteja escrevendo um artigo para um periódico internacional, obviamente). Os próprios autores têm consciência dessa limitação, e dão algumas orientações referentes a isso: “Estude as convenções linguísticas para documentação textual na sua própria língua de trabalho, na literatura de pesquisa que você lê” (“Study the linguistic conventions for textual documentation in your own working language, in the research literature you read”) (p. 104); “À medida que você lê o que outros estudiosos escreveram, tome nota dos tipos de frases feitas de metatextos que eles utilizam, para o idioma no qual você está escrevendo” (“As you read what other scholars have written, take note of the kinds of set phrases of metatexts they use, for the language you are writing in”) (p. 105). Uma tradução do livro, com uma adaptação deste capítulo às práticas de escrita científica brasileiras, poderia certamente mostrar-se bastante proveitosa. O nono capítulo, “Presenting Your Research Orally” (“Apresentando a sua pesquisa oralmente”), ocupa-se dos cuidados para ser bem-sucedido nas ocasiões em que é necessário apresentar oralmente resultados do trabalho realizado, desde uma apresentação dos resultados parciais até a defesa final de uma dissertação ou tese. A principal dica comentada no capítulo é que uma boa apresentação leva tempo para ser preparada, e que uma boa preparação é essencial para um bom desempenho. Os subitens do capítulo discutem como estruturar a apresentação, como se comportar durante a fala, e como utilizar bem dos recursos visuais, além de comentar a importância de ensaiar com antecedência. Mais uma vez encontramos uma grande quantidade de recomendações práticas, desde as mais gerais, como identificar a audiência e o propósito da própria fala, até as mais detalhistas, como verificar com antecedência, junto à organização do evento do qual se pretende participar, a versão dos softwares disponíveis, para evitar problemas de incompatibilidade. “Assessing Your Research” (“Avaliando sua pesquisa”), décimo e último capítulo do livro, trata das diversas maneiras como uma pesquisa é avaliada. Começando pela autoavaliação, é apresentada uma lista de itens relativos a questões metodológicas, retomando o que foi proposto ao longo do livro, para o leitor utilizar no julgamento dos próprios resultados. O capítulo aborda ainda a avaliação interna, institucional, ilustrada com uma lista de pontos considerados por um dos autores para avaliar teses; a avaliação externa, recebida quando se submete os próprios resultados a publicação; e os problemas típicos encontrados em textos acadêmicos. Ao final, os autores deixam algumas palavras sobre as possibilidades de continuidade na carreira de pesquisador: publicações, reconhecimento por outros estudiosos, etc.: “Na verdade, o processo nunca para. A pesquisa é uma viagem sem ponto final. Mas a viagem pode ser divertida, especialmente na companhia adequada” (“In fact, the process never stops. Research is a journey with no ultimate end-point. But the travelling can be fun, especially in congenial company”)(p. 128). Outros dois elementos do livro ainda merecem comentário. Após o último capítulo, já na página seguinte, inicia-se a lista de referências, que se estende por onze páginas, ilustrando bem a quantidade de exemplos propostos ao longo do The Map, tanto de teoria a respeito do tópico abordado como de pesquisas realizadas na área em questão ou sobre o assunto mencionado. Qualquer que seja o foco escolhido pelo pesquisador que lê o livro, certamente alguma obra mencionada nas referências tem grandes chances de fornecer algum tipo de orientação ou apoio. Além disso, após as referências, temos ainda dois índices remissivos, um organizado por assunto e o outro por autor, possibilitando que o livro seja utilizado como fonte de consulta ágil do ponto específico do qual o leitor necessita. Assim, pode-se concluir que The Map: A Beginner’s Guide to Doing Research in Translation Studies, cumpre bem sua proposta de ser um mapa para o pesquisador que se aventura pelo instigante e rico campo dos Estudos da Tradução. Tem-se mesmo a impressão, por vezes, de que seria mais apropriada uma metáfora com “mapas”, no plural, já que o livro pode ser também comparado à junção de diferentes mapas: de relevo, políticos, rodoviários. Assim, ao mesmo tempo, por exemplo, descreve o terreno da disciplina, mostra as fronteiras — embora elas nem sempre sejam bem definidas — entre os diversos tipos de estudos em que ela é dividida, e mostra os caminhos que o pesquisador tem à disposição para traçar seu percurso acadêmico. Certamente é um livro recomendável a todo pesquisador dos Estudos da Tradução, e é de se desejar que em breve seja traduzido para o português do Brasil, pois sua tradução representaria sem dúvidas uma colaboração para o fortalecimento da pesquisa nesta área no país.

    Notas[editar]

    CHAMBERS Concise Dictionary, edited by G. W. Davidson, M. A. Seaton e J. Simpson. Chambers: Cambridge, 1989.

    SHUTTLEWORTH, M. & COWIE, M. Dictionary of Translation Studies. Manchester: St. Jerome, 1997.

    BAKER, M. (ed.), Routledge Encyclopedia of Translation Studies. London/New York: Routledge, 1998

    HOLMES, J. S. “The Name and Nature of Translation Studies”. In: Translated! Papers on Literary Translation and Translation Studies. Amsterdam: Rodopi, 1972/1988

    PAGANO A. & VASCONCELLOS, M. L. “Estudos da Tradução no Brasil: Reflexões sobre Teses e Dissertações elaboradas por pesquisadores brasileiros nas décadas de 1980 e 1990. In: D.E.L.T.A., 19: Especial. São Paulo: PUC/LAEL, 2003, p. 1-25.

    HOLMES, J. S. Translated! Papers on Literary Translation and Translation Studies. 2 ed. Amsterdam: Rodopi, 1994

    DE BEAUGRANDE, R. Factors in a Theory of Poetic Translating. Assen: Van Gorcum, 1978

    BLY, R. “The Eight Stages of Translation”. In WILLIAM, F. (ed.) Translation: Literary, Linguistic and Philosophical Perspectives. Newark: University of Delaware Press & London: Associated University Presses, 1984, p. 67-89

    BOOTH et al. The Craft of Research. Chicago: Chicago University Press, 1995