Golpes, calotes e problemas com pagamento

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Na maioria das vezes, é possível evitar problemas com o pagamento fazendo uso de um bom gerenciamento de riscos (veja, em especial, a seção "Risco de crédito") e aplicando boas práticas e ética profissional. Porém, desentendimentos acontecem e, infelizmente, há clientes e autênticos golpistas que agem de má fé.

Maus pagadores[editar]

Há clientes que se tornam notórios por pagarem mal, com atraso ou fora do combinado. Uma forma de se precaver é consultar "listas negras" ou avaliações das agências de tradução antes de combinar um serviço.

Payment Practices[editar]

O serviço Payment Practices (em inglês) agrega informações atualizada sobre um grande número de agências e outros clientes de tradução em todo o mundo.

ProZ Blue Board[editar]

O Blue Board, do ProZ (em inglês), lista os perfis e as notas dos contratantes de serviços de tradução que utilizam o ProZ.

Translation Ethics blog[editar]

O blog Translation Ethics (em inglês) traz uma "lista negra" (blacklist) de clientes de tradução.

Calotes[editar]

Mesmo tomando todas as precauções, assinando contrato, pedindo sinal, consultando as "listas negras", etc., às vezes o cliente não paga pelo serviço. O que podemos fazer nesses casos? (...)

Golpes[editar]

Há golpistas de dois lados: aqueles que se passam por clientes de tradução, pedindo serviços falsos, e aqueles que se passam por tradutores, roubando informações e currículos de tradutores legítimos.

A página Translator Scammers (em inglês) agrega informações importantes sobre golpistas (scammers).

Relatos pessoais[editar]

Você já sofreu uma tentativa de golpe? Relate seu caso aqui.

Moro no Canadá. Recebi um pedido de serviço com aparência perfeitamente normal. Redigido em inglês e, muito provavelmente, usando o meu contato listado no site da ATA. O texto veio em anexo, nas minhas línguas de trabalho, com um pedido de orçamento e o prazo (relativamente urgente, mas viável). Respondi com o orçamento e pedi os dados da pessoa para enviar um contrato. Recebi rapidamente a resposta, com nome pessoal e endereço, nos Estados Unidos. O orçamento foi aprovado e a pessoa pediu meu endereço para enviar o cheque, dizendo que pagaria adiantado. Fiquei com a pulga atrás da orelha. O prazo era de uns 10 dias e eu ainda estava terminando serviços anteriores, então não comecei imediatamente. Uns dois ou três dias depois, chega uma carta com dois cheques, somando um valor bem mais alto do que eu tinha pedido. Examinei os cheques e não pareciam ser legítimos, a impressão não estava muito bem alinhada. Escrevi para a pessoa, dizendo que parecia haver algo errado com os cheques e o valor. Ele me respondeu dizendo que alguém lhe devia um pagamento e ele pediu para enviar os cheques diretamente para mim, para agilizar, e me instruiu a depositar os cheques e devolver para ele a diferença. A essa altura ficou claro para mim que era algum golpe. Pesquisei na internet e o objetivo é fazerem você "devolver" a diferença logo após depositar os cheques, mas o seu banco pode demorar uns dois ou três dias úteis para identificar a fraude ou falsificação. Esse dinheiro nunca entra na sua conta e você perde o que "devolveu". Localizei um [serviço federal canadense para denunciar diversos golpes digitais], entrei em contato e me disseram que era um golpe clássico, que bastava guardar os cheques caso eles investigassem. Afirmaram que, seu eu não me comunicasse mais com o golpista, ele não entraria mais em contato, pois provavelmente era alguém na Rússia ou algo assim. Dito e feito. Não escrevi mais e a pessoa nem me cobrou pelo serviço. --Carolina Alfaro de Carvalho (discussão) 08h22min de 20 de agosto de 2015 (PDT)